Imagem: Adriano Abreu

ceia natalina deve pesar um pouco mais no bolso dos brasileiros em 2025. Dados da prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), indicam que a cesta de Natal deve registrar um aumento médio de 4,53%.

Este avanço nos preços, embora significativo, representa um alívio em comparação ao ano anterior, quando a alta registrada no mesmo período foi de 9,16%.

O que puxa a alta inflacionária na ceia é liderada por produtos sazonais e de alto consumo nas festividades, refletindo a clássica lei da oferta e da procura. Entre os 15 itens monitorados pela Fipe, os maiores reajustes são:

  • Peru: +13,62%
  • Azeitona: +12,53%
  • Caixa de Bombom: +10,81%

O índice da Fipe contempla itens essenciais como lombo, atum sólido, panetone, vinhos, azeite extra-virgem, e molho de tomate.

A boa notícia para o consumidor vem de um único produto da cesta básica de Natal: o azeite de oliva, que apresentou uma notável redução de preço de -23,06%.

No entanto, as proteínas tradicionais da ceia seguem em trajetória de alta. O chester, apesar de não ser contabilizado no grupo principal da Fipe, ficou 13,85% mais caro.

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) corrobora a tendência, estimando que os preços de proteínas como peru e chester devem subir, em média, 5,8% em 2025.

Lideranças do setor de supermercados alertam que o segmento local tende a acompanhar a tendência de preços nacional.

“O aumento deste ano estar abaixo da alta registrada em 2024 é positivo. Os valores mais em conta de itens como o azeite podem significar um ponto de alívio, a depender do perfil da família”, afirma Mikelyson Góis, presidente da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn).

A Fipe também monitorou outros itens populares que compõem a mesa de Natal, embora não sejam parte da cesta padrão:

  • Filé Mignon: +9,70%
  • Pêssego de Feira: -6,85%
  • Sorvete: -6,99%

Apesar da escalada nos preços de alguns itens-chave, a desaceleração da inflação geral da cesta em relação ao ano anterior é vista como um fator positivo para a capacidade de compra do consumidor neste fim de ano.

Com informações da Tribuna do Norte

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