O Partido dos Trabalhadores realizou nesta terça-feira uma reunião decisiva do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), responsável por avaliar o cenário das eleições nos estados. O diagnóstico será apresentado ao presidente Lula, que deverá bater o martelo sobre estratégias e possíveis mudanças de candidaturas em estados considerados críticos.

Segundo a avaliação interna, este é o cenário mais desafiador para o PT no Nordeste desde 2002. Pelo menos quatro estados concentram dificuldades, incluindo os dois maiores colégios eleitorais da região. Na Bahia e no Ceará, governadores petistas que buscam a reeleição aparecem atrás nas pesquisas, abrindo discussão sobre eventuais substituições para fortalecer o projeto de reeleição presidencial.

O Maranhão também preocupa a direção nacional após o rompimento entre o governador Carlos Brandão e o vice Felipe Camarão, do PT, enquanto um candidato de oposição lidera as intenções de voto. Já no Rio Grande do Norte, apontado como o quadro mais crítico, a governadora Fátima Bezerra aparece em posição desfavorável nas pesquisas, e o nome apresentado pelo partido ainda não conseguiu se consolidar eleitoralmente.

O relatório do GTE, liderado por Edinho Silva e coordenado pelo deputado José Guimarães, vai orientar Lula sobre os caminhos a seguir. Entre as decisões em análise estão a manutenção de candidaturas, possíveis trocas de nomes e a definição do papel de lideranças locais, sempre com foco na preservação do desempenho do PT no Nordeste e na reeleição do presidente.

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