
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (24) que a concessão de prisão domiciliar temporária não atende completamente às necessidades de saúde do ex-chefe do Executivo. Em nota, o advogado Paulo Cunha Bueno classificou a medida como “inovadora” e destacou que o quadro clínico exige cuidados contínuos.
Segundo a defesa, o estado de saúde de Bolsonaro requer acompanhamento constante. O advogado citou a recente intercorrência que levou ao diagnóstico de pneumonia bilateral, considerada grave pela equipe médica, com risco significativo à vida.
Ainda de acordo com o defensor, a decisão segue um entendimento já adotado em outros casos. Ele mencionou o precedente envolvendo o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que também recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por motivos de saúde, embora em uma condição considerada menos delicada.
Na mesma terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias, contados a partir de sua alta hospitalar. O ex-presidente está internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília. A decisão inclui restrições, como a suspensão de visitas, com o objetivo de reduzir riscos de infecção durante a recuperação.
O senador Flávio Bolsonaro avaliou a decisão como um “exótica”, mas criticou o caráter temporário da medida. Ele questionou a lógica do prazo de 90 dias, argumentando que, se há risco à saúde no sistema prisional, não faria sentido estabelecer um período limitado para a domiciliar, classificando a decisão como
Com informações de Agora RN