Imagem: Reprodução

O parecer recente do Ministério Público Eleitoral (MPE) pela manutenção do mandato do prefeito de Canguaretama, Leandro Varela, levanta questionamentos diante do conjunto de elementos reunidos na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE nº 0600694-20.2024.6.20.0011).

A ação apura possíveis práticas de abuso de poder político, captação ou gasto ilícito de recursos de campanha e condutas vedadas. Entre os pontos centrais da investigação estão transferências via Pix realizadas por empresas na véspera da eleição de 2024 a pessoas diretamente ligadas à campanha do então candidato.

Com a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, os autos indicam que os valores recebidos teriam sido rapidamente direcionados ao pagamento de fornecedores. Parte dessas mesmas empresas, segundo consta no processo, passou a firmar contratos com a Prefeitura já no início da gestão, inclusive por meio de contratações emergenciais.

Também são citados beneficiários das transferências que ocupam funções na estrutura política e administrativa local ou que mantêm relação direta com o núcleo de campanha. Há ainda registros de contratos posteriores com valores relevantes, o que reforça o debate sobre a possível conexão entre os repasses eleitorais e a execução de serviços públicos.

Diante desse cenário, o posicionamento do MPE favorável à manutenção do mandato chama atenção e abre espaço para questionamentos sobre a interpretação dos fatos apresentados na investigação.


A decisão final caberá à juíza Daniela do Nascimento Cosmo, da 11ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte, que analisará o conjunto probatório, incluindo extratos bancários e documentos colhidos ao longo do processo.

O caso segue em tramitação na Justiça Eleitoral.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x