
Os partidos que integram a base política da governadora Fátima Bezerra devem se reunir entre os dias 6 e 8 de maio para consolidar a indicação do PDT à disputa pelo Senado. O nome escolhido pela legenda é o do ex-deputado federal Rafael Motta, que tende a compor a chapa ao lado da vereadora Samanda Alves, pré-candidata ao Senado pelo PT.
A articulação reúne PT, PV, PSB, PDT, PCdoB e Rede Sustentabilidade. A expectativa entre aliados é que a decisão do PDT, baseada em levantamentos internos, seja validada sem resistência pelos demais partidos, fechando o desenho da chapa majoritária para a disputa de 2026.
Para Rafael Motta, a reunião deve marcar o início de uma atuação mais incisiva na pré-campanha. Desde que foi escolhido internamente pelo PDT, ele vinha adotando uma postura mais discreta, aguardando a definição conjunta das legendas que compõem a base governista.
Apesar do cenário de convergência, integrantes do próprio grupo avaliam que ainda podem surgir ruídos na construção da chapa. Algumas sondagens internas apontam desempenho competitivo de Rafael, o que pode abrir discussões sobre o espaço político de cada candidatura dentro da aliança.
A tendência, no entanto, é que o PT dê sustentação ao arranjo e trabalhe para manter a unidade da base. A estratégia passa por evitar a dispersão de votos no campo da esquerda, especialmente diante da presença da senadora Zenaide Maia no cenário eleitoral.
Nesse contexto, a formação da dobradinha ao Senado exige equilíbrio. Internamente, Samanda Alves aparece como principal nome para o primeiro voto, enquanto Rafael Motta surge como alternativa competitiva para o segundo, ampliando as possibilidades eleitorais do grupo.
Diferentemente de 2022, quando disputou o Senado sem uma base estruturada e alcançou cerca de 23% dos votos, Rafael chega a este novo momento com o respaldo de uma aliança mais consolidada. O apoio partidário deve ser um dos fatores centrais para a construção de sua pré-campanha.