José Cruz/ Agência Brasil

A entrevista concedida por Samanda Alves à TV Ponta Negra foi interpretada nos bastidores do governismo como uma resposta direta às recentes declarações do ex-senador Jean Paul Prates sobre a definição das suplências ao Senado.

Nas últimas entrevistas, Jean Paul vinha sustentando que caberia exclusivamente ao PDT definir a composição da chapa de Rafael Motta, incluindo a primeira suplência, espaço que o próprio ex-senador reivindica dentro do modelo apresentado pelo partido. O discurso, porém, desagradou setores importantes do PT.

Pelo que o Blog do Saulo apurou, a cúpula petista e integrantes da presidência estadual do PT não ficaram satisfeitos com o tom adotado por Jean Paul Prates ao tratar o tema como uma definição interna do PDT, sem submeter a discussão ao conjunto de partidos que compõem o chamado “time de Lula no RN”.

A fala de Samanda reforça justamente o movimento contrário: o de que as suplências e a vaga de vice-governador seguem abertas dentro de uma construção coletiva da aliança governista. Ao afirmar que “não dá para ser o meu suplente preferencial sem ouvir aqueles que estão construindo esse palanque conosco”, a presidente estadual do PT sinaliza que o partido não reconhece como encerrada a discussão sobre os espaços na majoritária.

Nos bastidores, aliados do PT avaliam que Jean Paul antecipou um debate que ainda não foi pactuado por todas as legendas da base. A reação pública de Samanda foi vista internamente como um recado político claro de que as definições passarão pelo crivo coletivo da aliança e não apenas pela autonomia partidária defendida pelo PDT.

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