O vereador e pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison, voltou a comentar o atentado sofrido em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, durante entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, nesta sexta-feira (10). Segundo o parlamentar, ele afirmou que sofreu ameaças e tentativas de suborno antes do episódio, que ocorreu em 15 de junho e causou a morte de seu assessor, Alyson Diego de Oliveira Morais.
Conhecido por ações de enfrentamento público a facções criminosas e seus membros, o parlamentar contou que sofreu ameaças através de suas redes sociais, incluindo a exposição de sua esposa. Para ele, os crimes, somados ao atentado, representam uma retaliação a sua atuação política.
“Porque eu vinha denunciando isso, eu fui ameaçado no meu Instagram. Expulseram a foto da minha esposa gestante. Tentaram me subornar antes disso, e eu não cedi, e pretendo continuar porque é uma forma de honrar o meu irmão que tombou”, disse.
Escolha pelo PL e enfrentamento às facções
Com sua pré-candidatura a deputado federal já posta, Cabo Deyvison ainda enfrenta um entrave partidário, já que busca confirmar sua saída do MDB para se filiar ao PL. Ele contou que sua escolha pela legenda se deu após uma conversa com o pré-candidato ao governo, Álvaro Dias, que se comprometeu em adotar um enfrentamento forte contra as facções criminosas.
Questionado sobre a falta de debates sobre o enfrentamento ao crime organizado em comparação a corrida eleitoral no Ceará, Cabo Deyvison criticou a postura de outros candidatos. Para ele, Cadu Xavier (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) não apresentam um discurso confrontador.
“Infelizmente facção criminosa, territórios controlados, virou capital político para alguns políticos, e eles estão com medo. O pré-candidato Allyson Bezerra está com medo. O pré-candidato, com todo respeito, Cadu Xavier, está com medo. Se vocês não estão com medo, eu faço aqui um desafio: se posicionem energicamente em combater as facções, as milícias”, complementou.
Durante a entrevista, o vereador também denunciou o avanço da facção Comando Vermelho em cidades da Costa Branca Potiguar. Segundo ele, o grupo tem aplicado toques de recolher e extorsão de comerciantes.
Com informações de Tribuna do Norte
