
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte mostra um cenário ainda aberto e com sinais de mudança entre os principais candidatos.
Na soma das intenções de primeiro e segundo votos, Styvenson Valentim aparece na liderança, com 16%. Zenaide Maia vem em seguida, com 10%, enquanto Samanda Alves e Rafael Motta estão empatados com 8%. Coronel Hélio registra 5%.
Apesar de liderar, Styvenson já não aparece com a mesma folga observada em levantamentos anteriores. O senador segue como um dos favoritos às duas vagas, mas o avanço dos adversários e a consolidação das candidaturas mostram que a disputa tende a ficar mais apertada até outubro.
Zenaide Maia permanece competitiva, mas enfrenta pressão principalmente dentro do campo da esquerda, onde Samanda e Rafael Motta começam a ganhar espaço.
O empate entre os dois, com 8%, também chama atenção para a estratégia de dobradinha. Como o eleitor pode escolher dois candidatos ao Senado, a tentativa de transformar o eleitor de Samanda no segundo voto de Rafael — e vice-versa — pode se tornar importante ao longo da campanha. A ligação dos dois com o presidente Lula também aparece como um ativo eleitoral relevante.
Já Coronel Hélio, com 5%, enfrenta o desafio de ampliar seu eleitorado para além da base mais identificada com o bolsonarismo. Para crescer, terá de buscar votos também entre eleitores de direita que não necessariamente tenham vínculo direto com o ex-presidente.
Os números da Quaest indicam que a disputa pelo Senado potiguar está longe de estar definida. A liderança de Styvenson permanece, mas a distância diminui e a capacidade de conquistar o segundo voto pode ser decisiva na reta final.