
Um editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (24) incluiu o Rio Grande do Norte entre os estados que encerraram 2025 com dificuldades para fechar as contas. No texto, o veículo afirma que unidades da federação entraram no que chama de “cheque especial” — expressão usada para descrever situações em que falta dinheiro em caixa para cobrir despesas.
Além do RN, o editorial menciona Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Alagoas, Distrito Federal, Tocantins e Acre.
No caso potiguar, o jornal aponta como pontos de atenção um déficit de R$ 3 bilhões e o rompimento do limite de gastos com pessoal. Segundo o Estadão, esse cenário pode restringir o acesso a operações de crédito e transferências, caso a Lei de Responsabilidade Fiscal seja aplicada de forma rígida.
O texto também critica o que classifica como incentivo do governo federal para que estados ampliem despesas, citando programas e renegociações de dívidas que, na avaliação do jornal, abriram espaço fiscal sem exigir contrapartidas de ajuste.
No editorial, o Estadão argumenta ainda que a arrecadação dos estados, baseada principalmente no ICMS, oscila conforme a economia, enquanto as despesas tendem a crescer de maneira mais previsível, frequentemente acima da inflação. Para o jornal, isso exige maior prudência na gestão dos gastos.
A publicação conclui com críticas ao modelo de renegociação de dívidas e afirma que, com condições consideradas “benevolentes”, até estados sem dificuldades teriam aderido às novas regras, o que, segundo o veículo, pode alimentar riscos de crise no futuro.