
O primeiro ano de um governo costuma ser menos sobre grandes anúncios e mais sobre decisões estruturais. É o período em que se define método, se organiza a máquina pública e se estabelece a lógica que orientará as entregas ao longo do mandato. Ao completar doze meses à frente da Prefeitura do Natal, o prefeito Paulinho Freire encerra esse ciclo inicial com um saldo que aponta para uma administração focada na eficiência, na previsibilidade e na retomada da capacidade de execução do Município.
Desde o início da gestão, ficou evidente a opção por um modelo administrativo mais técnico, com ênfase na governança interna e no controle dos gastos. A organização fiscal e a revisão de processos permitiram que a Prefeitura recuperasse capacidade operacional, garantindo estabilidade financeira e condições para planejar ações de médio e longo prazo. Esse movimento, embora pouco ruidoso, é determinante para a qualidade do serviço público e para a credibilidade institucional da gestão.
Indicadores nacionais de gestão passaram a refletir esse esforço, com Natal alcançando posições de destaque em rankings que avaliam eficiência administrativa e governança municipal. O reconhecimento externo não substitui a percepção do cidadão, mas funciona como termômetro de que o caminho adotado tem coerência técnica e respaldo em dados objetivos.
No plano das entregas, o primeiro ano foi marcado por avanços em áreas essenciais do cotidiano urbano. A modernização da iluminação pública, com a ampliação significativa do parque de LED, produziu efeitos diretos na segurança, na economia de recursos e na valorização dos espaços públicos. Trata-se de uma política que alia eficiência financeira a benefício social imediato, um exemplo claro de como decisões administrativas bem calibradas impactam a vida na cidade.
Outra frente relevante foi a drenagem urbana. A intensificação dos serviços de limpeza e manutenção da rede, com retirada de resíduos e desobstrução de galerias, revela uma mudança de postura: menos reação a emergências e mais atuação preventiva. É o tipo de ação que não gera visibilidade imediata, mas que reduz transtornos recorrentes e melhora a capacidade de resposta da cidade em períodos críticos.
Na manutenção viária e na zeladoria urbana, a gestão ampliou o ritmo e a escala das intervenções, alcançando diferentes regiões da capital. A recuperação de vias, a limpeza de lagoas de captação e a manutenção de equipamentos públicos passaram a compor uma agenda mais regular, reforçando a percepção de cuidado contínuo com a cidade.
Do ponto de vista político-administrativo, outro aspecto que merece registro é o esforço de diálogo institucional. A relação com a Câmara Municipal, órgãos de controle e setores produtivos tem se dado de forma madura, reduzindo tensões e criando um ambiente mais favorável à aprovação e execução de projetos estratégicos. Em um cenário político cada vez mais polarizado, esse perfil contribui para a estabilidade do governo e para a construção de consensos em torno das prioridades da cidade.
O primeiro ano também consolidou a previsibilidade financeira como valor central da gestão. O pagamento regular da folha e a antecipação de benefícios aos servidores reforçam a responsabilidade fiscal como instrumento de política pública.
O desafio agora é transformar essa base técnica em resultados cada vez mais visíveis, sem abrir mão do método que marcou o início do governo.
Mais do que balanço de um ano, o momento revela a consolidação de um estilo de gestão: menos improviso, mais planejamento; menos discurso, mais execução. Para uma cidade que precisa de previsibilidade e eficiência, esse pode ser o principal legado do primeiro ano e o ponto de partida para os próximos.