
O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, afirmou nesta quarta-feira (25) que não descarta entrar na disputa da eleição indireta que pode definir, em abril, quem comandará o Governo do Rio Grande do Norte até o fim do mandato. Segundo ele, caso seja chamado para compor a disputa, a hipótese será analisada “com carinho”.
“Precisa ter um entendimento muito grande, de todo mundo. Se chegarem ao entendimento, e a depender de qual seja essa conjuntura e de quais serão as responsabilidades, o que eu vou conseguir fazer, a gente vai estudar com carinho. Não descarto”, declarou o secretário, em entrevista.
Saldanha disse ainda que recebeu com satisfação o fato de ter o nome lembrado nas articulações políticas. “Fico muito gratificado por meu nome ser lembrado para assumir algo de valiosa importância para o meu estado. Nasci aqui, vivo aqui e tudo o que eu tenho está aqui”, afirmou.
O Rio Grande do Norte pode ter uma eleição indireta caso sejam confirmadas as saídas da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB) antes do encerramento do mandato. Ambos já anunciaram que pretendem deixar os cargos até 4 de abril, para ficarem aptos a concorrer nas eleições de outubro. Se esse cenário se concretizar, caberá à Assembleia Legislativa eleger uma chapa para concluir a gestão até 5 de janeiro de 2027.
Filiado ao PSDB, Guilherme Saldanha integra o governo estadual por indicação do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB). Nos bastidores, ele passou a ser citado como alternativa para o mandato tampão diante da resistência de deputados ao nome do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), apontado como preferência da governadora para a sucessão.
Na entrevista, Saldanha afirmou acreditar que haverá entendimento político para definição do nome que assumirá o Executivo. Ele também elogiou a governadora, classificando Fátima Bezerra como “uma águia política” e destacando a condução e a postura da gestão. Segundo ele, Fátima tem capacidade de articulação e cobra seriedade dos auxiliares, o que, na avaliação do secretário, contribui para viabilizar um sucessor no processo.