O jornalista Saulo Spinelly criticou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para cancelar as concessões da rádio Jovem Pan. Para ele, a medida representa censura e não pode ser aceita em um país democrático. “O MPF não pode jamais pedir o fechamento de um veículo de comunicação, a gente não está na Venezuela ou na Arábia Saudita. Estamos em pleno processo democrático, isso é inaceitável”, afirmou.
O MPF alega que a emissora teve papel central na difusão de desinformação contra o sistema eleitoral e instituições brasileiras durante o governo de Jair Bolsonaro. Além da perda das outorgas, o órgão pediu indenização de R$ 13,6 milhões e a obrigação de veicular conteúdos sobre a confiabilidade das eleições.
Spinelly defendeu que a escolha sobre acompanhar ou não a programação deve ser feita pelo público. “A opção é do ouvinte de escolher quem ele quer ouvir. É um absurdo viver isso em pleno século XXI”, completou.