Imagem: Reprodução

A movimentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atrair o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) à sua candidatura à reeleição gerou reação dentro do partido. A maioria dos diretórios estaduais da legenda assinou um manifesto em defesa da neutralidade na disputa presidencial, defendendo que o MDB mantenha posição independente no pleito.

O documento também recebeu apoio de lideranças como os prefeitos Ricardo Nunes, de São Paulo, e Sebastião Melo, de Porto Alegre, além dos vice-governadores Gabriel Souza, do Rio Grande do Sul, e Ricardo Ferraço, do Espírito Santo. Os signatários defendem que cada diretório estadual tenha autonomia para definir seus apoios conforme o cenário local, o que, na prática, permitiria que setores do partido apoiem Lula em alguns estados, enquanto outros optem por alianças diferentes.

No mesmo dia em que o manifesto ganhou força, Lula se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para discutir a formação do palanque em São Paulo. A expectativa é que, após a conversa, sejam definidos os próximos passos da articulação eleitoral no estado, incluindo o cargo que Alckmin deverá disputar nas eleições de outubro.

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