
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou, nesta segunda-feira (8), a nova lista nacional de criminosos procurados conhecida como “lista vermelha”. Ao todo, 216 nomes integram o documento, entre eles oito foragidos com conexão direta ao Rio Grande do Norte. A relação faz parte do Programa Captura, lançado pelo ministro Ricardo Lewandowski para reforçar a identificação, localização e prisão de criminosos de alta periculosidade em todo o país.
Coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o programa centraliza informações de todos os estados no portal gov.br/captura, facilitando o acesso integrado às equipes que atuam no cumprimento de mandados de prisão. A iniciativa tem como foco o enfrentamento às organizações criminosas e a redução da criminalidade violenta.
Cada estado indicou oito alvos prioritários com base em critérios previstos em portaria, que incluem: gravidade dos crimes, vínculos com facções, múltiplos mandados de prisão e atuação interestadual. A população também pode colaborar com denúncias anônimas pelos números 190 e 197.
O programa funciona como uma ação conjunta do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), permitindo que polícias civis, militares e unidades de inteligência trabalhem de maneira coordenada. A lista nacional encurta diligências, facilita capturas fora do estado de origem e pode ser atualizada semestralmente ou imediatamente, em casos excepcionais.
Como parte da estratégia, o MJSP instalará uma célula operacional do Programa Captura no Rio de Janeiro, estado que costuma servir de refúgio para foragidos de diferentes regiões do país. A estrutura vai agilizar o fluxo de informações e dar suporte direto às forças locais.
O plano inclui ainda capacitação de agentes e compartilhamento de boas práticas para melhorar a execução de mandados e fortalecer o combate às facções.
Na mesma segunda-feira, o ministro Lewandowski também instituiu o Sistema Nacional de Inteligência para Enfrentamento ao Crime Organizado (Orcrim), que integrará dados de inteligência das forças federais e estaduais. A plataforma permitirá interoperabilidade entre bancos de dados, padronização de metodologias e maior articulação entre Polícia Federal, PRF, polícias estaduais, secretarias de segurança e sistemas prisionais.
Com o Programa Captura e o Orcrim, o MJSP aposta na cooperação federativa e no uso de inteligência estratégica como pilares para reduzir a atuação de organizações criminosas e enfrentar a sensação de impunidade no país.