Foto: Sumaia Vilela/Agência Brasil

O Brasil registrou queda no número de jovens entre 15 e 29 anos que não trabalhavam, não estudavam e não faziam cursos de qualificação. Segundo dados do IBGE, o total passou de 11 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025, uma redução de 25,9%. Em relação a 2024, houve recuo de 4,8%, o equivalente a 400 mil jovens a menos nessa condição.

O percentual de jovens nessa situação também caiu, passando de 22,4% em 2019 para 17,5% em 2025. Apesar da melhora, os dados mostram desigualdades importantes. Entre as mulheres jovens, 22,8% estavam fora do trabalho, da escola e da qualificação, quase o dobro do índice registrado entre os homens, de 12,4%. Entre jovens pretos ou pardos, a taxa foi de 19,8%, contra 14% entre os brancos.

O levantamento também mostra que, dos 46,6 milhões de jovens brasileiros, 40,8% apenas trabalhavam, sem estudar ou se qualificar, enquanto 25% apenas estudavam ou faziam algum curso. Apenas 16,6% conciliavam trabalho com estudo ou qualificação.

Na educação profissional, houve avanço. Em 2025, 8,8% dos estudantes do ensino médio estavam em cursos técnicos ou normal, contra 7% em 2019. Já no ensino superior, 9,7 milhões de pessoas cursavam graduação, sendo 15,6% em cursos tecnológicos, percentual maior que o registrado em 2016.

Entre a população com 14 anos ou mais, 24,8 milhões de pessoas haviam feito algum curso de qualificação profissional em 2025, o equivalente a 14,2% desse grupo. A frequência foi maior entre pessoas com ensino superior completo, enquanto instituições particulares foram o principal local de qualificação, seguidas pelos Serviços Nacionais de Aprendizagem, instituições públicas e empresas.

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