Imagem: Reprodução

A Operação Securitas, deflagrada na manhã desta quarta-feira (27) pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, resultou na prisão do prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno. De acordo com as investigações, ele é apontado como líder de uma milícia armada que teria sido utilizada para intimidar adversários políticos e exercer influência no cenário político-administrativo do município.

A ação cumpriu mandados de busca e apreensão nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim. As investigações tiveram início em 2023 e indicam a existência de uma organização criminosa estruturada, com a participação de agentes políticos, ocupantes de mandato legislativo e integrantes das forças de segurança. O grupo, segundo a polícia, contava com um núcleo armado e atuava de forma coordenada.

Um dos episódios que impulsionaram a apuração ocorreu na Câmara Municipal de Ielmo Marinho, onde foi registrada a presença de homens fortemente armados. Conforme a investigação, eles estariam no local para atuar como segurança privada de um parlamentar e intimidar opositores políticos. Na ocasião, a polícia apreendeu um arsenal de armas e munições, incluindo calibres de uso restrito, como .40 e .45, além de outros materiais.

Durante o cumprimento das medidas judiciais nesta quarta-feira, o prefeito foi preso em flagrante por embaraço à investigação. Segundo a Polícia Civil, ele tentou ocultar provas ao arremessar uma quantia em dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência.

A operação apura crimes como porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de buscar identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Batizada de “Securitas”, termo de origem latina que significa “segurança”, a ação faz referência ao objetivo de restabelecer a ordem pública, coibir a atuação de grupos armados e proteger as instituições democráticas diante do uso de violência e intimidação no ambiente político.

As diligências contam com a atuação integrada do Ministério Público do Rio Grande do Norte e o apoio da Polícia Militar. A Polícia Civil reforça que a população pode colaborar com as investigações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

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