O presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, afirmou que a demora na regulamentação ambiental e a falta de coordenação entre órgãos públicos têm feito o Rio Grande do Norte perder investimentos para estados vizinhos, como Ceará e Piauí. Segundo ele, o RN possui grande potencial por produzir cerca de 10 GW de energia eólica, mas consome apenas 1 GW, desperdiçando oportunidades de atrair empreendimentos de alto consumo energético, como data centers.

Azevedo destacou que a instalação desses empreendimentos poderia gerar empregos, fortalecer a economia local e reduzir os prejuízos causados pelos cortes de geração de energia (curtailment), que chegam a afetar até 80% do faturamento mensal de alguns parques eólicos.

O dirigente também criticou a lentidão nos processos de licenciamento ambiental, que podem ultrapassar dois anos, defendendo regras mais ágeis e proporcionais ao impacto de cada projeto. Para ele, atividades de baixo impacto deveriam ter procedimentos simplificados.

Além disso, propôs um pacto pelo desenvolvimento do estado envolvendo governo, setor produtivo e sociedade civil, com foco na modernização da política ambiental, reforma administrativa e atração de investimentos.

Ao avaliar o governo Fátima Bezerra, Sérgio Azevedo afirmou que houve tentativas de avanços no setor de energias renováveis, mas que parte dessas iniciativas teria enfrentado resistência dentro da própria administração estadual.

Com informações de Tribuna do Norte

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