Fotos: Assessoria SESED/RN

O Rio Grande do Norte registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios da última década, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram contabilizados 809 homicídios no estado, o equivalente a 23,5 mortes por 100 mil habitantes. Em comparação com 2014, a redução foi de 51,6% na taxa de homicídios e de 49,5% no número absoluto de vítimas.

Nos últimos cinco anos, a queda acumulada chegou a 40,8%, colocando o RN entre os estados com maior redução proporcional no país. Em Natal, a diminuição foi ainda mais expressiva: a capital potiguar registrou queda de 64,2% na taxa de homicídios entre 2014 e 2024, mantendo o maior recuo histórico entre as capitais brasileiras.

Apesar da redução dos homicídios, o levantamento aponta outros indicadores considerados preocupantes. O estado aparece com a segunda maior taxa de internações por tentativa de homicídio entre homens e mulheres no país, ficando atrás apenas do Pará.

O Atlas também mostra que 78,6% dos homicídios registrados no RN foram cometidos com arma de fogo, percentual que segue entre os mais altos do Brasil. Outro dado destacado é o aumento da população carcerária. Em 2024, o estado registrou taxa de 476 presos por 100 mil habitantes, número acima da média nacional.

Entre os homicídios de mulheres, o RN contabilizou 40 casos em 2024, com queda de 7% em relação ao ano anterior. O estudo, no entanto, alerta para possíveis subnotificações nos registros de feminicídio e violência doméstica.

Em nível nacional, o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes, o menor índice da série histórica iniciada em 2014. O Atlas também chama atenção para o crescimento de notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes e para a persistência da violência letal contra mulheres negras no país.

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