Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria, na tarde desta segunda-feira (24), para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O julgamento ocorre em plenário virtual , a modalidade que é sem debate entre ministros e segue aberto para votos até às 20h. Até o momento, já se manifestaram Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, todos favoráveis à manutenção da prisão. Falta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia.

Com a saída de Luiz Fux, que costumava divergir do colegiado, a tendência é de decisão unânime pela continuidade da prisão.

Votos dos ministros

Alexandre de Moraes

Primeiro a votar, Moraes defendeu a manutenção da prisão preventiva. Para ele, Bolsonaro é “reiterante no descumprimento de medidas cautelares” e violou a tornozeleira eletrônica de forma “dolosa e consciente”. O ministro destacou ainda que o próprio ex-presidente confessou ter mexido no equipamento, caracterizando falta grave e desrespeito à Justiça.

Flávio Dino

Em seguida, Dino também votou pela manutenção da prisão, citando a violação da tornozeleira e a vigília convocada por Flávio Bolsonaro, que na visão do ministro aumentou o risco de evasão. Dino mencionou ainda as fugas recentes de aliados como Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro que, segundo ele, demonstram “profunda deslealdade com as instituições”.

Ele afirmou que mobilizações desse tipo costumam agir de forma “descontrolada”, podendo gerar confrontos, invasões e repetir episódios semelhantes ao 8 de janeiro, o que colocaria em risco policiais e moradores. Para Dino, a retórica adotada por apoiadores não indica intenção apenas religiosa, mas sim um contexto de hostilidade acentuada.

Contexto da prisão

A prisão preventiva de Bolsonaro foi decretada por Moraes no sábado (22), após a Polícia Federal identificar um risco iminente de fuga, evidenciado pela violação da tornozeleira eletrônica e pela convocação da vigília nas proximidades de sua residência.

A defesa do ex-presidente argumenta que a violação do equipamento ocorreu durante um episódio de “confusão mental”, provocado por interação inadequada de medicamentos prescritos para soluços e ansiedade.

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