
O ex-senador Jean Paul Prates formalizou, na manhã desta segunda-feira (24), sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores após doze anos de militância. A decisão foi protocolada em Brasília, com cartas entregues ao presidente nacional da sigla, Edinho Silva, e à presidenta no Rio Grande do Norte, Samanda Alves.
No comunicado, Jean Paul afirmou que a saída foi resultado de um processo de “reflexão profunda”, alinhado após conversa com a governadora Fátima Bezerra. Ele agradeceu pela trajetória construída no partido desde 2013 e destacou que ingressou no PT com disposição para contribuir com o projeto político e com pautas de interesse social.
O ex-senador relembrou responsabilidades assumidas durante o período, entre elas a representação do Rio Grande do Norte no Senado e a presidência da Petrobras, funções que classificou como “as maiores honrarias” de sua vida pública. Ele citou ainda seu papel como líder da oposição durante o governo Bolsonaro, quando atuou na defesa de estatais, do patrimônio público e da agenda de transição energética.
Jean Paul também mencionou parte de sua produção legislativa, marcada por projetos estruturantes nas áreas de energia, infraestrutura e mobilidade. Destacou iniciativas como o Marco Legal das Ferrovias, propostas sobre estabilização dos preços dos combustíveis e legislações pioneiras em energia offshore, hidrogênio, economia circular do plástico e biogás.
Ao justificar a saída, o ex-petista apontou a redução progressiva de espaço político dentro da sigla, mas disse deixar o PT sem ressentimentos. Ele agradeceu lideranças nacionais e regionais, e fez referência especial à militância, principalmente a que atua nas áreas mais vulneráveis do país.
Jean Paul afirmou que permanecerá no campo progressista e que passará a atuar em uma legenda com “tradição equivalente de luta por justiça social”. Finalizou reforçando compromisso com a democracia, com o papel estratégico do Estado no desenvolvimento e com políticas públicas voltadas aos desafios atuais e futuros do Brasil.