
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e sua defesa. O documento faz parte das investigações sobre uma suposta fraude envolvendo o Banco Master e representa o primeiro passo para uma possível delação premiada.
No mesmo dia, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a sede da Polícia Federal no Distrito Federal. A mudança permite um contato mais próximo com seus advogados, facilitando as negociações de um possível acordo.
A transferência foi feita de helicóptero e seguiu medidas rigorosas de segurança. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso.
Antes, Vorcaro estava em um regime mais rígido, com comunicação limitada com a defesa. Agora, ele poderá ter conversas reservadas com seus advogados, sem gravação.
O acordo de confidencialidade também garante que, caso a delação não avance, nenhuma informação fornecida por ele poderá ser usada contra si.
A partir desta fase, Vorcaro deve primeiro discutir o caso com seus advogados. Depois, se houver base suficiente, as informações serão apresentadas às autoridades, que irão analisar se há provas e consistência nos relatos antes de formalizar qualquer acordo.
Vorcaro foi preso inicialmente em novembro, no Aeroporto de Guarulhos, sob suspeita de tentativa de fuga. Ele chegou a ser solto, mas voltou a ser preso em março durante a operação “Compliance Zero”, que também investigou servidores do Banco Central.
Recentemente, ele reforçou sua defesa com o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido por atuar em grandes casos de delação no país.
As investigações apontam que o Banco Master pode ter causado prejuízos superiores a R$ 50 bilhões. O inquérito segue em andamento e foi prorrogado por mais 60 dias para aprofundamento das apurações.
Com informações de Tribuna do Norte