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[VÍDEO] Saulo Spinelly critica posição do PT sobre anistia e lembra: “O PT não votou nem assinou pela constituição”

Durante o programa 12 em Ponto, o jornalista Saulo Spinelly afirmou que, embora o PT e setores da esquerda critiquem anistias amplas, figuras do partido já foram beneficiadas por medidas semelhantes, citando o indulto presidencial que extinguiu a pena de José Dirceu no caso Mensalão. Ele também destacou que, apesar do discurso de defesa da Constituição, o PT não assinou nem votou a Carta de 1988.

Blog Política

CBTU processa vereador Matheus Faustino e pede indenização de R$ 50 mil por suposta fake news

Imagem: Reprodução 98 FM

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) ingressou com uma ação judicial contra o vereador de Natal Matheus Faustino, alegando que o parlamentar divulgou informações falsas sobre obras da empresa em vídeos publicados em suas redes sociais. A estatal pede indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil, além da retirada imediata do conteúdo do ar.

Nos vídeos que motivaram o processo, Faustino aparece fiscalizando a chamada “Linha Roxa”, um trecho ferroviário previsto para ligar os municípios de Extremoz e São Gonçalo do Amarante. O vereador afirma que a obra está paralisada, que o serviço nunca foi entregue à população e que o investimento , estimado em cerca de R$ 18 milhões, pode ter sido alvo de desvio.

A CBTU sustenta que as publicações configuram fake news e que teriam manchado a “honra e imagem institucional” da companhia. No processo, a estatal solicita ainda multa diária caso Faustino não exclua os vídeos das plataformas digitais.

Vereador reage e diz que empresa confirma falhas

Procurado, Matheus Faustino afirmou que exerce seu papel constitucional de fiscalização e que o processo não irá intimidá-lo.

“Venho fiscalizando a CBTU de maneira intensa já há algum tempo. Já teve obra parada que, coincidentemente, após uma fiscalização minha, voltou a funcionar”, disse o parlamentar.

Faustino também argumenta que a própria empresa reconhece problemas na execução da obra mencionada.

“No processo, a CBTU admite que rescindiu contrato por atraso, teve que contratar outra empresa e só retomou a obra em 2025. Eles dizem que eu minto, mas reconhecem por escrito que havia atraso e problema grave na execução. A realidade desmente a narrativa”, afirmou.

Ele reforçou que continuará realizando fiscalizações:

“Querem me intimidar com essa história de multa de R$ 50 mil, mas não conseguirão. Vou continuar fiscalizando e denunciando, tudo dentro da lei.”

Obra não foi entregue

A Linha Roxa, apesar de prevista há anos, nunca entrou em operação. As estações e a linha férrea foram construídas parcialmente, mas o serviço não chegou a ser disponibilizado ao público, o que gerou questionamentos e diversas fiscalizações de órgãos municipais.

O processo segue em tramitação na Justiça Federal.

Blog Destaques

Em meio à indefinição sobre assumir governo em 2026, Walter Alves afirma que “fica no centro”

Foto: Divulgação/ALRN

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), afirmou que, “se pudesse escolher”, permaneceria “no centro” do espectro político. A declaração, feita durante um evento de entrega de honrarias na Assembleia Legislativa na quarta-feira (10), foi direcionada ao presidente da Casa, Ezequiel Ferreira (PSDB). Segundo ele, não há identificação nem com a esquerda, nem com a direita.

A fala ocorre em um momento sensível para o governo estadual. A governadora Fátima Bezerra (PT) deve se afastar do cargo em 2026 para disputar uma vaga no Senado, o que colocaria Walter no comando do Executivo durante o pleito. Internamente, Fátima considera o vice uma peça estratégica para garantir estabilidade administrativa e continuidade política até o fim de sua gestão.

Contudo, ao adotar um discurso de neutralidade e evitar associação automática ao campo governista, Walter Alves sinaliza um possível distanciamento. Nos bastidores, ele tem demonstrado preocupação sobre assumir o comando do Estado em abril do próximo ano, principalmente diante da delicada situação fiscal potiguar.

Equipe técnica avalia contas públicas

De acordo com apuração de Saulo Spinelly, Walter montou um grupo de técnicos para avaliar a situação financeira do Rio Grande do Norte antes de tomar uma decisão. Entre os colaboradores está o ex-secretário de Administração e Finanças, Jaime Mariz, que vem auxiliando na análise do quadro fiscal.

A movimentação revela que o vice-governador quer clareza sobre o impacto e a responsabilidade de assumir o governo em um momento de dificuldades orçamentárias.

“Nada conclusivo”, diz Carlos Eduardo

Em entrevista concedida em novembro à Jovem Pan Natal, o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSD), relatou ter sido um dos interlocutores aos quais Walter manifestou suas dúvidas. Carlos confirma que o vice-governador está reunindo informações detalhadas e conta com uma equipe dedicada ao levantamento das contas públicas.

“Ele demonstrou preocupação com relação à situação financeira do Estado, mas nada conclusivo. Está com assessoria e essa equipe está levantando os números para ter uma conversa futura, objetiva, com a governadora e a área econômica do governo”, afirmou Carlos Eduardo.

O ex-prefeito destacou ainda que a governadora vem disponibilizando todas as informações solicitadas pela equipe de Walter, e que o diálogo entre as partes tem sido “muito atencioso”. Qualquer decisão final sobre assumir o governo, segundo ele, dependerá exclusivamente do vice-governador.

Blog Política

CJJ aprova PEC que extingue escala 6×1 e reduz jornada para 36 horas semanais; Texto segue para o Plenário

Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1 — modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para um dia de descanso — e estabelece uma nova jornada semanal máxima de 36 horas. O texto segue para o plenário do Senado.

A PEC promove duas alterações centrais na legislação trabalhista:

Nova jornada semanal

A duração do trabalho passa a ser limitada a oito horas por dia e 36 horas por semana, distribuídas em até cinco dias. A compensação de horários e possíveis reduções poderão ser definidas mediante acordo ou convenção coletiva.

Dois dias de descanso

O repouso semanal remunerado passa a ter, no mínimo, dois dias consecutivos, preferencialmente aos sábados e domingos.


Mudanças serão implementadas gradualmente

Para permitir que empresas e setores se adaptem ao novo modelo, o texto prevê uma transição escalonada de até cinco anos.

1. Até 31 de dezembro do ano da aprovação

A jornada segue limitada a 44 horas semanais, com descanso preferencial aos domingos.

2. A partir de 1º de janeiro do ano seguinte

A carga horária cai para 40 horas semanais, distribuídas em até cinco dias. O repouso semanal passa a ser obrigatoriamente de dois dias.

3. A partir do segundo ano após a aprovação

A jornada será reduzida uma hora por ano, até atingir 36 horas semanais, mantendo-se os dois dias de descanso consecutivos.


Próximos passos

A PEC ainda será analisada no plenário do Senado. Caso seja aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma mudança constitucional, dependerá de aprovação em dois turnos nas duas Casas legislativas.

Se passar por todas as etapas, a proposta representará a maior alteração na jornada de trabalho brasileira em décadas, com impacto direto na rotina de milhões de trabalhadores e na organização interna de empresas de todo o país.

Blog Destaques

Superlotação no Hospital Santa Catarina completa 10 dias após colapso elétrico na Maternidade Januário Cicco

Imagem: Francisco de Assis

O Hospital Estadual Dr. José Pedro Bezerra, o Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, enfrenta superlotação há mais de 10 dias após assumir, de forma emergencial, a demanda de gestantes que deveriam ser atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco. A unidade federal esvaziou parte dos seus setores no fim de novembro por causa de graves falhas elétricas.

Segundo a direção da maternidade, o defeito na rede já foi identificado e os reparos estão em andamento. A previsão é de que os atendimentos comecem a ser retomados gradualmente nesta quinta-feira (11).

Demanda extra desde 28 de novembro

Com o fechamento parcial da Januário Cicco, as grávidas passaram a ser encaminhadas principalmente para o Hospital Santa Catarina — referência estadual em gestação de alto risco. Desde 28 de novembro, a unidade tem recebido um fluxo acima da capacidade, exigindo remanejamento de equipes, reorganização de setores e funcionamento ampliado.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que o Santa Catarina enfrenta “uma crise que não foi causada pela própria unidade”, mas que, mesmo assim, a equipe tem feito “um esforço gigantesco” para manter o atendimento e disponibilizar vagas.

Vistoria aponta falta de profissionais e atrasos

Diante da situação, o Conselho Regional de Medicina (Cremern) realizou uma inspeção no hospital. O relatório apontou déficit de profissionais de enfermagem, prejudicando diretamente setores críticos como sala de parto e centro cirúrgico.

A Ebserh, que administra a maternidade, confirmou que os atendimentos serão retomados de forma gradual após o início dos reparos elétricos. A crise provocou um cenário de insegurança: corredores escuros, episódios de curto-circuito e até relatos de ratos na estrutura.

A UTI Neonatal foi a única área que permaneceu funcionando regularmente, sustentada por gerador.

Durante vistoria do Corpo de Bombeiros, foram identificadas ratazanas e pontos de insalubridade, elevando o risco para pacientes e equipes. O Sindicato dos Trabalhadores dos Hospitais Federais relatou ainda que a falta de iluminação aumentou a chance de acidentes internos.

Com a reabertura gradual da Januário Cicco prevista para esta quinta (11), a expectativa é aliviar a pressão sobre o Hospital Santa Catarina nos próximos dias. Até lá, a rede estadual segue operando em regime emergencial para evitar desassistência às gestantes.

Blog Natal

Carnatal vira vitrine internacional: operadoras do Mercosul projetam envio de turistas para 2026 após ação da Emprotur

Imagem: Divulgação

A edição 2026 do Carnatal já deve contar com um reforço importante no público estrangeiro. A Emprotur aproveitou a festa deste ano para apresentar o evento e o próprio Rio Grande do Norte a operadores turísticos do Mercosul, principal mercado internacional do estado. Três representantes da Argentina participaram de um roteiro completo, incluindo passeios por destinos como Pipa e São Miguel do Gostoso, além de vivenciarem uma noite de folia no evento.

Segundo o presidente da Emprotur, Raoni Fernandes, o Carnatal passa a ocupar uma nova posição dentro do setor turístico. Mais que uma festa de grande porte, ele se consolida como um produto estratégico capaz de atrair visitantes e movimentar toda a cadeia econômica, de hotéis e restaurantes a passeios e rotas regionais.

“O Carnatal, pela sua trajetória e relevância nacional, já desperta o interesse de foliões de todo o Brasil. O papel da Emprotur é conectar essa força a operadoras e companhias aéreas, ampliando o diálogo com a indústria do turismo nacional e internacional”, afirma Raoni.

Com a inclusão do evento nas “prateleiras” das operadoras, algo que não acontecia antes, o Carnatal passa a ser comercializado junto a pacotes turísticos completos. A proposta é que o visitante que compra o ingresso também prolongue a estadia no estado, ampliando sua experiência e o impacto econômico nos municípios.

Raoni destaca que o turista impactado pelas imagens do Carnatal nas redes, e na televisão pode agora encontrar o evento integrado a pacotes oficiais, favorecendo a tomada de decisão:

“O viajante vem ao Carnatal, participa da festa, mas também se hospeda, visita outros destinos, conhece a gastronomia. Isso é turismo de verdade, com potencial para gerar retorno e fidelização.”

A estratégia deste ano incluiu a presença dos três operadores argentinos, que vivenciaram experiências como passeio de buggy, visitas a Pipa, Maracajaú e São Miguel do Gostoso, além de circularem pela Cidade do Sol durante os dias do evento. De acordo com Raoni, o grupo saiu “encantado”, o que pode abrir caminho para a promoção do Carnatal no mercado argentino a partir de 2026.

A expectativa da Emprotur é que, além de impulsionar o fluxo durante a festa, essa imersão contribua para que esses turistas retornem ao estado em outras épocas e recomendem o destino para novos viajantes.

“É uma frente estratégica do governo para, aos poucos, conectar o Carnatal ao mercado internacional e transformar o evento em um produto turístico global”, conclui o presidente.

Blog Economia

Prefeitura de Mossoró nega dívida com a Caern e acusa Estado de reter R$ 10,8 milhões em repasses

Imagem: Divulgação/Secom (PMM)

A Prefeitura de Mossoró divulgou, nesta terça-feira (9), uma nota oficial negando que haja qualquer dívida da atual gestão com a Caern. Segundo o município, a informação que foi defendida publicamente pelo secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, não corresponde aos dados financeiros da administração.

De acordo com a Prefeitura, o que existe é uma dívida do Governo do Estado com Mossoró, que soma R$ 10,8 milhões e é referente a repasses constitucionais obrigatórios de ICMS, Fundeb, IPVA e Renainf que, segundo a gestão municipal, deveriam ter sido transferidos nas últimas semanas, mas não foram pagos e não tivem uma justificativa apresentada.

A administração também relembra a existência de uma dívida histórica do Estado com Mossoró, que totaliza R$ 117.951.799,18. Desse valor, R$ 55 milhões já foram reconhecidos pelo governo estadual durante audiência pública realizada em 2023 na Câmara Municipal.

Sobre a alegação de que a Prefeitura teria um débito de R$ 50 milhões com a Caern, o município afirma que se trata de “desinformação e inverdade”. De acordo com a nota, o que há é uma disputa judicial antiga, relacionada a um contrato firmado em 2005, portanto, anterior a várias gestões.

A Prefeitura encerrou a nota reafirmando o compromisso com a transparência e informou que continuará prestando esclarecimentos sempre que considerar que informações distorcidas forem divulgadas à população.

Blog Destaques

A escolha de Bolsonaro por Flávio mexe diretamente no xadrez político do RN

Agência Brasil

A confirmação de Flávio Bolsonaro como o nome escolhido por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência em 2026 redesenha não apenas o posicionamento da direita no País, mas também provoca efeitos imediatos nas articulações regionais, especialmente no Rio Grande do Norte.

Nas entrevistas recentes, Flávio tem sido enfático ao citar Rogério Marinho como uma das peças centrais desse processo. Não por acaso. O senador potiguar se tornou, ao longo dos últimos anos, o único político de expressão nacional com quem a família Bolsonaro jamais rompeu. O único que atravessou crises, embates internos, disputas judiciais e reconfigurações partidárias mantendo espaço, confiança e ascendência no grupo.

A sintonia vem de vários fatores: lealdade política, alinhamento ideológico, capacidade de articulação no Congresso e a credibilidade que Rogério mantém tanto junto a Bolsonaro quanto ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao núcleo decisório do Centrão. Em outras palavras, Rogério é hoje o interlocutor mais confiável e mais estratégico que Flávio poderia ter na engenharia de sua candidatura nacional.

A avaliação de Flávio é que sua campanha precisa de um articulador nacional com trânsito no Congresso; um nome capaz de dialogar com os estados e alinhar estruturas regionais e alguém com credibilidade para mediar conflitos internos no PL e no próprio bolsonarismo. Flávio tem dito publicamente que Rogério estará “ainda mais próximo” desse processo.

É como se Rogério Marinho fosse o fiador político da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Em um momento em que o bolsonarismo enfrenta pressões judiciais e desafios para manter coesa sua base, ter Rogério como condutor das negociações é, para muitos atores políticos, uma garantia de estabilidade, algo que o PL busca intensamente para evitar rupturas internas.

Se nacionalmente a escolha fortalece Flávio, no Rio Grande do Norte ela provoca um efeito colateral importante: a possível retirada de Rogério Marinho da disputa pelo governo estadual.

A equação é simples: se Rogério assume o papel de coordenador e articulador nacional da candidatura de Flávio, torna-se difícil, e até inviável, manter simultaneamente uma pré-candidatura competitiva ao Governo do Rio Grande do Norte.

Assim, o espaço se abre naturalmente para um novo nome da direita potiguar. E é aí que entra o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos). Álvaro, que já vinha circulando como opção competitiva, passa a ocupar um espaço simbólico e estratégico: o de candidato natural do campo conservador ao governo, respaldado pela rede de alianças que Rogério deixa como herança e possivelmente mantendo o apoio do próprio senador, agora em outro patamar de atuação.

Rogério Marinho, pela confiança que conquistou de Bolsonaro, da família, do PL e do Centrão, passa a ser um dos pivôs da articulação nacional, tornando-se peça-chave na coordenação do projeto de Flávio. Essa nova função, porém, desloca sua presença nas articulações municipais e estaduais, abrindo caminho para que o ex-prefeito Álvaro Dias assuma a dianteira da direita na corrida pelo governo do estado.

O tabuleiro se mexeu em Brasília. E, como sempre, as peças caíram também em Natal.

Por Saulo Spinelly.

Blog Segurança

MJSP divulga “lista vermelha” com 216 criminosos procurados; oito têm ligação com o RN

Imagem: Divulgação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou, nesta segunda-feira (8), a nova lista nacional de criminosos procurados conhecida como “lista vermelha”. Ao todo, 216 nomes integram o documento, entre eles oito foragidos com conexão direta ao Rio Grande do Norte. A relação faz parte do Programa Captura, lançado pelo ministro Ricardo Lewandowski para reforçar a identificação, localização e prisão de criminosos de alta periculosidade em todo o país.

Coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o programa centraliza informações de todos os estados no portal gov.br/captura, facilitando o acesso integrado às equipes que atuam no cumprimento de mandados de prisão. A iniciativa tem como foco o enfrentamento às organizações criminosas e a redução da criminalidade violenta.

Cada estado indicou oito alvos prioritários com base em critérios previstos em portaria, que incluem: gravidade dos crimes, vínculos com facções, múltiplos mandados de prisão e atuação interestadual. A população também pode colaborar com denúncias anônimas pelos números 190 e 197.

O programa funciona como uma ação conjunta do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), permitindo que polícias civis, militares e unidades de inteligência trabalhem de maneira coordenada. A lista nacional encurta diligências, facilita capturas fora do estado de origem e pode ser atualizada semestralmente ou imediatamente, em casos excepcionais.

Como parte da estratégia, o MJSP instalará uma célula operacional do Programa Captura no Rio de Janeiro, estado que costuma servir de refúgio para foragidos de diferentes regiões do país. A estrutura vai agilizar o fluxo de informações e dar suporte direto às forças locais.

O plano inclui ainda capacitação de agentes e compartilhamento de boas práticas para melhorar a execução de mandados e fortalecer o combate às facções.

Na mesma segunda-feira, o ministro Lewandowski também instituiu o Sistema Nacional de Inteligência para Enfrentamento ao Crime Organizado (Orcrim), que integrará dados de inteligência das forças federais e estaduais. A plataforma permitirá interoperabilidade entre bancos de dados, padronização de metodologias e maior articulação entre Polícia Federal, PRF, polícias estaduais, secretarias de segurança e sistemas prisionais.

Com o Programa Captura e o Orcrim, o MJSP aposta na cooperação federativa e no uso de inteligência estratégica como pilares para reduzir a atuação de organizações criminosas e enfrentar a sensação de impunidade no país.

Blog Destaques

Veja como votaram os deputados do RN no PL da Dosimetria

Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), o Projeto de Lei da Dosimetria — proposta que reduz as penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e que, na prática, beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O texto passou por 291 votos a favor e 148 contra e agora segue para análise do Senado.

Entre os parlamentares do Rio Grande do Norte, seis deputados votaram a favor da proposta. Apenas Natália Bonavides e Fernando Mineiro, ambos do PT, se posicionaram contra.

O PL altera regras do cálculo de penas, define novos critérios de progressão de regime e estabelece percentuais mínimos de cumprimento. O relator também incluiu no texto uma previsão para evitar insegurança jurídica, deixando claro que a remição de pena pode ser aplicada mesmo quando o réu estiver em prisão domiciliar.

Como votou cada deputado do RN:

  • Natália Bonavides (PT) – Não
  • Fernando Mineiro (PT) – Não
  • João Maia (PP) – Sim
  • Robinson Faria (PP) – Sim
  • Benes Leocádio (União) – Sim
  • Carla Dickson (União) – Sim
  • General Girão (PL) – Sim
  • Sargento Gonçalves (PL) – Sim