Foto: José Aldenir

O ex-deputado federal Rafael Motta, pré-candidato ao Senado pelo PDT, defendeu mudanças na estrutura do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista à 94 FM, Rafael afirmou ser favorável à criação de mandatos para ministros do STF, em vez da permanência no cargo até os 75 anos, como ocorre atualmente.

Segundo Rafael, o Supremo também precisa passar por renovação periódica. Para ele, a limitação de tempo no cargo poderia permitir a chegada de “mentes mais arejadas” à Corte. A declaração chama atenção por partir de um pré-candidato alinhado a uma composição de esquerda no Rio Grande do Norte, em um momento em que o debate sobre o STF tem sido explorado principalmente por setores ligados ao bolsonarismo.

Durante a entrevista, Rafael também comentou discussões sobre investigações envolvendo autoridades públicas e instituições privadas. Ao citar o caso Banco Master, o pré-candidato defendeu que CPIs ou CPMIs sejam instaladas quando houver fatos que justifiquem apuração. Ele afirmou que eventuais suspeitas envolvendo integrantes dos poderes devem ser investigadas e analisadas juridicamente, caso haja comprovação de irregularidades.

Na área da segurança pública, Rafael defendeu a criação de mecanismos nacionais de coordenação das forças policiais e a ampliação de recursos para o setor. Apesar disso, afirmou considerar a unificação das carreiras policiais uma medida ainda mais importante. Ele também destacou a necessidade de investimentos em inteligência, combate ao tráfico e enfrentamento às facções criminosas.

O pré-candidato ainda afirmou que o combate à violência passa pela educação e criticou o clima de polarização no país. Segundo Rafael, o eleitor espera respostas para problemas concretos do dia a dia, e não apenas disputas ideológicas entre direita e esquerda.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x