Foto: Reprodução

O ex-senador Jean Paul Prates (PDT) reafirmou, em entrevista à 98 FM Natal nesta quinta-feira (21), que será o primeiro suplente do pré-candidato Rafael Motta na disputa pelo Senado em 2026. Segundo ele, a composição faz parte de um entendimento interno construído com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, com conhecimento do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra.

A declaração ocorre em meio a discussões dentro da base governista sobre a divisão dos espaços na chapa. Integrantes de partidos aliados avaliam que o PDT já foi contemplado com a vaga de titular ao Senado e defendem que outras legendas também tenham espaço nas suplências.

Jean Paul afirmou que a saída dele da condição de pré-candidato titular para a entrada de Rafael Motta ocorreu dentro de um modelo de “mandato compartilhado”. Segundo o ex-senador, a ideia é que os dois façam campanha juntos, utilizando o capital político de ambos para fortalecer a candidatura do PDT ao Senado.

O ex-senador também rebateu a possibilidade de abrir mão da suplência para acomodar uma eventual aliança da base com o PSDB. Para Jean Paul, essa negociação deve ser conduzida pelo PT, especialmente nas vagas ligadas à pré-candidatura de Samanda Alves ao Senado.

“Quem tem que se aproximar do PSDB, quem tem uma parceria histórica e confia no presidente da Assembleia, durante todo o governo, foi o governo do PT, não foi o PDT”, afirmou.

Jean Paul ainda questionou a pressão sobre a suplência do PDT e disse que a discussão deveria considerar também os espaços disponíveis na chapa de Samanda. Segundo ele, a tentativa de ocupar a vaga do PDT indicaria falta de confiança na competitividade da candidatura petista.

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